Stripview
Dan e Jé
anonymous on 16. Jun, 2011 — Lang: English
-
Transcript
ExpandEles eram namorados e se amavam. Se amavam no estilo “Romeu e Julieta”, embora criassem o próprio romance à maneira dos dois. Se enterneciam um no colo do outro e brincavam de fazer poesia com as nuvens ou de criar histórias com os pingos da chuva. Eram devotos e fiéis. Se amavam de forma condenada e carregavam um ao outro no peito. Viviam uma mágica que lhes balançava o mundo. E sorriam. Sem quê nem pra quê.
Me daria uma estrela?
A mais brilhante!
Me daria uma estêlinha?
Ela riu da brincadeira e dormiu ali mesmo, ao lado dele. Sonhou que comia brigadeiro no espaço enquanto ele pegava estrelas com uma rede de borboletas e guardava dentro de um saco gigante. Acordou ao relento e ficou espantada assim que viu um monte de gente aglomerada em volta de algo parecido com um foguete. Curiosa, aproximou-se e viu-o ali dentro, sorrindo pra ela. Ele buscaria a estrela mais brilhante. Ficou louca e pôs-se a chorar.
O foguete partiu. As pessoas acompanharam a subida até perderem de vista o apanhador de estrelas. Ela só sabia chorar e pedir a Deus que o trouxesse de volta.Amanheceu. Todos foram embora. Ela permaneceu ali aos prantos. Não queria estrela coisa nenhuma. Só queria ele por perto. Dois dias se passaram e ela sem notícia. Já começava a viver o luto e a acreditar na idéia da mãe de que ele não voltaria mais.No terceiro dia, o foguete pousou no mesmo lugar. Ela colocou um vestido bonito e pregou um sorriso eterno na face. Foi a primeira a abraçá-lo quando ele saiu do foguete infestado de poeira cósmica. Seu apanhador de estrelas.
Não consegui!
Disse ele chorando
Ela só sabia abraçá-lo até quase sufocá-lo.
Eu não quero aquela estrela do alto.
Quero essa estrela que você carrega nos olhos. Essa eu quero até quando o sino der meio-dia
“Essa você já tem. E sabe de uma coisa? Ontem eu pisquei para você lá de cima.”
double click to write...
Um dia, estavam deitados sob o céu escuro, alimentando a alma de astros que colhiam juntos no céu
Eu faria qualquer coisa por você!
Não lhe trouxe a estrela!
Seu bobo! Pensa que eu não vi?”
Achei que não veria!
Achei que não veria!
Vem cá, vem!
Me dá mais do seu abraço Beibo
E naquele momento, o mundo se balançou. Nascia estrelas nos olhos de cada um daqueles que viam a cena e até dos que não viam. E junto das estrelas, nascia a esperança.